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Senso comum não é igual a bom senso

06.22.07 | 5450 Comments
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No início desse mês, tomou posse como presidente da SERPRO o organizador do FISL 1.0, Marcos Mazoni, que pretende insentivar o uso de Software Livre, incluindo desktops Linux, nos computadores do governo federal.

Esse tipo de atitude pró Software Livre tem sido sempre criticada com argumentos,  geralmente fracos, apoiados em um senso comum de que “PC deve rodar Windows”. Esse senso comum é o que deixa boa parte dos usuários com medo de como seria um computador com outra coisa que não fosse Windows, não é medo do Linux, mas sim o medo de perder o Windows.

Várias empresas já vendem PCs com Linux mas na hora da venda, antes que alguem pergunte, avisam: “pode instalar Windows depois”. Não imagino um vendedor de Mac dizendo: “Compra esse MacBook Pro porque tu pode rodar o Vista nele melhor que em um PC”. É completamente aceitável que quem compre um Mac use o Mac OS X mas não parece certo para a opinião pública usar um PC com outra coisa além de Windows.

Se apenas usar já não parece certo, incentivar o abandono, onde for possível, de uma plataforma proprietária soa como uma heresia ao senso comum, ou um ato subversivo.  Quando se fala em informatização, sem especificação de plataforma, é assumido que vai ser usar a plataforma proprietária, e ninguém se levanta contra esse tipo de incentivo. É muito bom quando o governo anuncia informatização de escolas, hospitais, etc … desde que a plataforma escolhida não seja livre! Isso é absurdo!

O bom senso difere muito do senso comum nesse caso. O bom senso diz que o governo deve fomentar, sempre que possível, o crescimento de pequenas empresas e de empresas nacionais. Ao invés disso o senso comum insiste que o caminho seguro é investir em licensas de software de mega-empresas multinacionais!

A opção por SL libera o governo da dependencia de uma ou mais companhias internacionais, gera empregos direta e indiretamente além de impulsionar a industria tecnologica nacional. Empresas como a Metasys que tem sua distribuição baseada no OpenSuSe e gera negócios, impostos e empregos em Minas Gerais.

Não quero discutir política partidária, não apoio o governo como um todo e não votei no Lula. A questão aqui é exatamente o que diz o título: Senso comum não é bom senso, e o primeiro nunca é o melhor para apoiar uma opinião!

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